Por Alexandre Santoro

Beauty and the Beast - Corbis
Estava eu pensando com os meus botões, tentando encontrar o assunto ideal para debutar aqui no blog – algo que pudesse realizar minhas intenções puras e dignas –, quando me vem a idéia de buscar inspiração na expressão do dia do urbandictionary. Achei a idéia adequada; afinal, trata-se de um site que já há um certo tempo vem disponibilizando material utilíssimo para moças e rapazes de família. Infelizmente, no entanto, não me senti lá muito atraído pela word of the day – alguma coisa sobre a vontade de um jogador que está esquentando o banco (warming the bench) de querer jogar e decidir a partida. Mas resolvi então checar a expressão do dia anterior e aí sim encontrei o que estava procurando: overchicked.
Segundo o usuário que registrou o termo, este é usado quando um homem de atributos físicos pouco atraentes (fugly, cruzamento vocabular resultante de fucking ugly) sai com uma garota (chick) que é claramente areia demais para o caminhãozinho dele (out of his league). Vai um exemplo:
“Donald Trump is married to a super hot chick but he’s old and has weird hair. I think that Trump & Stern are overchicked.”
O engraçado é que essa expressão imediatamente me trouxe à memória o relacionamento do Gianecchini com a Marília Gabriela; aqueles dois eram justamente o oposto de overchicked, pensei. Fui catar algo que expressasse esse segundo tipo de disparidade estética e, não demorou muito, logo encontrei overdicked. Será que os casais overchicked ou overdicked estão todos fadados ao insucesso?
Resolvi então buscar exemplos de situações desse tipo e cheguei à conclusão de que, geralmente, quando somos UNDERchicked/-dicked, é muito provável que tenha havido em algum momento da história a mão da Malvada (pinga) nos guiando na direção daquilo que depois passamos a vida inteira tentando esquecer e esconder: a caridade (charity fuck). Já dizia o filósofo, “não existe mulher feia, você é que não bebeu o suficiente”.
Agora, não adianta chalk todas as suas derrotas up to excessos no consumo da Maldita – sim, escrevi essa frase só para mostrar que aprendi a usar chalk up direitinho –; o melhor mesmo é andar sempre com um amigo que não bebe para frear seus impulsos de autodestruição sempre que for necessário. Além do mais, quando for enfiar o pé na jaca (get tanked), você precisará de alguém que o leve para casa.
Pronto. Acho que por agora já escrevi besteiras o suficiente. Vou parar aqui e deixar antes apenas uma citação de Oscar Levant para reflexão sobre o tema.
“I envy people who drink – at least they know what to blame everything on.”
Natália 00:43 em 03/10/2009 Link Permanente
Eeee!!! Ameeeeeeeei.
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